- E agora? Qual a próxima parada? - Disse eu, com sede de fuga.
- Devemos agir rápido, se não querem mais destes seres desagradáveis tentando nos intimidar.
- Sim, sim, siim! Vamos correndo, rápido como esta carta que acerta o tronco daquela árvore! - Viktoor lança a carta que vai rápido como uma bala e entra pela metade no tronco da árvore.
- Taxi? Dois problemas em uma cartada só! Me apressei para vir pra cá e nem ao menos tive tempo para me arrumar alguma bebida. - Eu disse, já pensando na sede que crescia em mim.
- Amarelinhos! Por alí!!
Pegamos o primeiro taxi que avistamos. O jantar seria farto e delicioso! O motorista tinha a idade perfeita, em torno dos 30 anos, corpo grande (em ambos os sentidos) e com um belo rosto, muito alegre e bem disposto por sinal.
-Boa noite, meus queridos! Para onde terei a graça de levá-los?
-Só seguir direto essa avenida que, quando chegar a hora o diremos onde entrar. - Como não desejava chamar muito a atenção, no instante em que o motorista olhou para o banco traseiro ele viu uma mulher, com uma saia preta estilo secretária até o joelho, sapatos fechados e casaquinho preto, com um chapéu preto com um delicado véu caído pelo rosto.
-Desculpe por minha pertinência madame, mas por acaso estão indo em direção ao cemitério? Vejo que a senhora veste como viúvas ou mulheres de luto.
-Não, não vamos ao cemitério. Somente siga a avenida sem demais perguntas, por favor.
-Sim, madame. Perdão.
Nós íamos sim, para o cemitério, porém não achei seguro informar ao motorista. É fato que ele não teria ar nos pulmões nem sangue correndo nas veias para contar a alguém, mas todos sabemos que há maneiras muito simples de se ouvir pessoas mesmo com distância considerável.
Como era próximo ao parque, pedí a ele que que estacionasse em um beco pois precisaríamos comprar algo para comer.
-Meus senhores e minha bela senhora, desde já aviso que nestas proximidades não encontrarão nada muito agradável aos seus estômagos, os bons restaurantes estão na outra região do bairro.
-Agradeço, meu querido, mas já temos o banquete aqui mesmo no carro.
Acho uma covardia atacar da forma que ataquei, por trás e sem deixar que ele faça seu último pedido mas além de eu não ser o que chamam de pessoa brava e digna, eu estava com muita fome para serimônias. E pelo visto, meus dois companheiros também...
Após a bela refeição e seus rituais para desfarçar e não chamar atenção imediata à cena, caminhamos rapidamente ao local desejado: o cemitério. O coveiro já estava na porta do local nos esperando para a suposta reunião. Haviam com ele, mais dois outros caras. Um deles eu conhecí rapidamente quando fui fazer uns favores a um amigo que estava em busca de ítens para um ritual que desconheço. O outro era bastante parrudo e de cara fechada, nada familiar. Viktoor e Will pareciam se sentir bem na presença dos dois, logo comprimentando e abrindo leves sorrisos. Viktoor parecia já ser amigo de ambos mas Will, somente do mais belo, aquele que eu também conhecia. Claro que nem ele, nem o coveiro me reconheceram, o que me obrigou a voltar com minha aparência normal, da pequena Lurya de, aproximadamente 1,30m de altura, cabelos negros na altura do ombro e com uma franja que cobria sua testa e descia até a altura de suas sobrancelhas, dando realce aos seus olhos, também negros. No momento eu estava usando uma saia rodada azul escura e com bordados em azul bebê, meias claras que cobriam as pernas inteiras, sapatilhas brancas e um casaquinho liso e branco, tudo claro para contrastar com os cabelos e olhos. O coveiro me olha com cara de tio que fica muito tempo sem ver a sobrinha e ver o quanto ela está bonita, enquanto o outro conhecido, me olha com cara de surpresa e me reconhece no mesmo instante.
-Vocês demoraram, resolveram parar para algum lanche? Eu preparei em minha casa, especialmente esta noite, um rebanho para recebê-los!
-Ahh, que pena, querido Terk. No momento acabamos de nos saciar com um infeliz de sangue nem tão agradável quanto ao que tomaríamos em sua casa, mas de qualquer forma acho que iremos precisar de um bom conforto pro fim da noite... - disse Will, apresentando gratidão, arrependimento e um longo suspiro. - Pelo visto, teremos uma noite bem longa...
E então seguimos para dentro de uma suposta sala, dentro do cemitério mesmo, para dar início à nossa reunião.
-Bem, Lurya, Viktoor e Will... gostam de viajar? - Pergunta o coveiro, que é respondido com duas caras preenchidas por interrogações e uma cara, óbvio a de Viktoor, com um grande sorriso. - Pois essa noite, farão uma longa viagem. Chicago já ficou pequena demais pra vocês e seus presentes seguidores...
-...E qual lugar estaríamos seguros? Você, meu amigo coveiro, sabe que membros de minha família não são grandes fãs de mudança de habittat. - eu estava com receio de viajar assim, tão repentinamente. Preferia enfrentar tudo por aqui mesmo, do que ir para um lugar desconhecido, pessoas desconhecidas e sem nenhum lugar que você conhecesse cada centímetro, cada átomo.
-Não se preocupe, Lurya. Vocês terão quem receba-os e muito bem , por sinal.
-Ah! E já podemos ir agora, Terk? - diz Viktoor com brilho nos olhos.
-Claro, quanto mais rápido, melhor! Venham, tenho algumas coisas para serem passadas e informações a serem dadas. Me acompanhem até meu confortável abrigo subterrâneo...
E então nós três, junto ao coveiro e seus dois amigos, descemos uma estreita escada que provalvelmente nos levaria ao suposto refúgio do coveiro.
Seis pessoas, três sentimentos: desconforto, incerteza e aparente excitação...
~ Lurya.
2 comentários:
vééi! a história tá óóteemmaa!! =DDDD
eu quero mudar de forma tambééem...x.x
o werly saiu comentando em todos os posts ou é impressão minha?
o.o
obrigada, de qualquer forma..
e quanto a mudar de forma, quem sabe algum tzimisce se interessa por você?!
=D
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