Apos descer uns 20 degraus por uma escada escura, o coveiro apalpa a parede e finalmente encontra um interruptor. Era um lugar amplo, do tamanho de um quarto normal de apartamento ou casa humilde, ali caberia um armário, uma cama e ainda uma cômoda. Havia um forte cheiro de sangue, e breve todas saberíamos por quê. Havia três mulheres deitadas em uma cama no fundo do quarto, pareciam desmaiadas, eu ainda podia ouvir o grito de sofrimento deles quando foram surpreendidas e supostamente atingidas no pescoço que estava roxo. Do lado delas havia uma mesa e logo do lado uma pequena cômoda. O coveiro se aproximou da mesa e de lá tirou um mapa. Aproximamos-nos e conseguimos ver com clareza, apesar da luz fraca, um mapa mundi.
- A camarilla esta nos seguindo, para eles, nossos grupo independe é uma ameaça às tradições vampiricas. Creio que aqui não é seguro para nos. Não temos ainda certeza como, mas vozes me dizem que um grupo de caçadores de vampiros estará vindo para cá atrás de nosso grupo, esse grupo é apoiado pela camarilla já que é interesse deles a nossa morte.
- E o que você pretenda que fazemos? – disse eu, esperando uma resposta associada a uma idéia de fuga.
- Que tal ficarmos e mata-los? – disse Lurya, que fez abrir um sorriso no rosto de Viktoor.
- Nossa idéia é mandar vocês para Nova Iorque para descobrir mais sobre esse grupo de caçadores e se puder impedir a vinda deles.
- E porque nós? – Disse Viktoor com uma cara alegre de duvida.
- De todos do nosso grupo, vocês são os que mais tem chances de impedir o grupo sem apelar para a força, já que ouvir boatos que esse grupo de caçadores possuía vampiros infiltrados.
- Como iremos a Nova Iorque?
- O jeito mais seguro é á carro, mas fica a mérito de vocês. Aqui esta algum dinheiro que vai os ajudar.
Ele estendeu um pacote para Viktoor, mas fiz questão de pegar, esse dinheiro devia ser usado com toda a responsabilidade do mundo, e Viktoor ainda não tinha ganhado meu voto de confiança.
- Melhor partimos amanhã, seria muito suspeito sair da cidade tão cedo e com tanta pressa. Amanhã nos encontramos novamente e planejamos nosso plano.
O coveiro concordou com a cabeça mesmo que com uma cara de pensativo. Subimos a escada e ouvimos o barulho da luzes se apagando.
- Se pretendem mesmo partir somente amanhã, podemos nos encontrar nesse mesmo horário daqui, arranjarei um carro para transporta-los e se quiserem conseguirei mais alimentos para não parem muito durante a viagem.
De lá, cada um partiu seu caminho, Lurya e Viktoor resolveram esperar por outro táxi, enquanto eu preferi ir a pé mesmo, talvez para dar um ultimo olhar com detalhes para aquela cidade, a deixaria
3 comentários:
eu não confiaria no carinha que entregou o pacote...
bem, ele pode até ser amigo... mas não gostei dele...
confiança é uma coisa que você acredita, mas não tem nada garantido daquilo, parecido com fé.
vampiros não tem nenhuma das duas virtudes ;D
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